Superencontro de leitores!
Pessoal, gostaria de conhecer e reencontrar os leitores do blog. Pensei em fazer o primeiro encontro este sábado, dia 28 de janeiro, em Campinas. Os leitores de Campinas e região que quiserem ir podem mandar um email para mim (bloglunachina@gmail.com) Como vou ficar 2 meses aqui no Brasil, podemos marcar um segundo encontro no final de março. De qualquer forma, se alguém quiser tomar um café e bater papo... estou à disposição. É só me escrever um email que a gente combina. Também estou pensando em fazer encontros em São Paulo (no começo ou meio de fevereiro), no Rio (tem gente que iria?) e talvez em João Pessoa, na Paraíba (alguém?) Aceito sugestões de datas e lugares!
Escrito por Lúcia Anderson às 13h49
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Cheguei! Tereza Cristina, Pôneis malditos (?!?!) e Luiza
Depois de uma jornada de mais de 30 horas, sendo 25 somente dentro do avião, rápidos 40 minutos em Doha no Qatar... ... finalmente cheguei ao Brasil! Que ar e céu azul fantásticos!!! Como eu senti falta disso... meus pulmões agradecem. Ainda vai levar uns dias para eu me acostumar com a temperatura (em Beijing tava fazendo 10 graus negativos!), ficar atenta com a segurança (na China posso andar sozinha em qualquer lugar e qualquer hora do dia!) e, principalmente, ainda leva alguns dias para eu me atualizar dos últimos acontecimentos. Sei que a Tereza Cristina é a Cristiane Torloni e só. Preciso de mais informações. Contaram a história dos pôneis malditos e da Luiza e eu fiquei morrendo de vontade de ver as propagandas. Daqui a alguns dias eu viro brasileira-campineira de novo. E, enquanto isso, vou estufando o peito com o ar mais puro e gostoso de respirar do mundo. Só quem já morou em Beijing vai me entender.
Escrito por Lúcia Anderson às 13h40
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Despedidas, despedidas
Não é porque a gente passa por uma situação ruim diversas vezes que ela passa a ser fácil. Ninguém gosta de despedidas. Ainda mais de pessoas queridas que você tem (quase) certeza que nunca mais vai encontrar. Difícil visitar a amiga da Tunísia, do Egito, da França, da Alemanha, da Espanha e da Coreia nesta vida. É mais provável que a gente nunca mais se encontre. Triste, muito triste. Viver fora do Brasil é assim mesmo: existe a oportunidade de conhecer pessoas de todas as partes do mundo, fazer trocas culturais incríveis, mas na hora do "adeus" é muito difícil. Ainda bem que algumas amigas resolveram nascer em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Paraíba... e aí já tenho desculpa para passear no Ibirapuera, pular Carnaval na capital fluminense e passar alguns dias em frente das praias mais bonitas do Brasil. Bom, amanhã embarco para o Brasil para um período de dois meses. Mando notícias quando chegar! Beijings chineses.
Escrito por Lúcia Anderson às 11h01
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(mal) educada?
Eu já disse aqui que às vezes perco o meu próprio referencial: não sei de que maneira me comportar em determinadas situações. O jeito que eu me comporto aqui na China muitas vezes não serve no Brasil. Por exemplo, infelizmente (infelizmente mesmo!) às vezes tenho que gritar para que os chineses me escutem. Aqui todo mundo faz assim e eu tenho que me adaptar. Se eu sou educada e falo baixo... eles me "atropelam" e não tem jeito de sair uma conversa decente. Afff... em que ponto cheguei... A mesma coisa no metrô... se eu for pedir com educação para sair... fico dentro do trem. Aqui, um empurra o outro e eu tenho que fazer igual (que feio!). É uma questão de sobrevivência. Bom, mas sempre dou vários "foras" no Brasil ou na China. A situação abaixo já aconteceu 98786876 vezes e parece que eu não aprendo! NA CHINA eu: oi, bom dia! atendente (não fala nada): ... eu: tudo bem? atendente (fala berrando): VAI QUERER O QUÊ??? eu: eu gostaria de saber quanto custa essa blusa. atendente: 100 yuans. Vai comprar ou não? Se não for, sai logo da loja. eu: calma, só estou perguntando. atendente: quer ou não? eu: ... Bom, depois de ter passado pela situação acima centenas vezes... eu vou para o Brasil e... NO BRASIL eu (falando em bom tom = alto): quanto é essa blusa aqui??? atendente: olá, tudo bem? Como posso ajudá-la...? eu (engolindo seco): oi, tudo bem e você?
Escrito por Lúcia Anderson às 12h20
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Tem gente que não acredita...
Um amigo meu sempre diz que eu tenho memória de peixe... conto uma história e depois de 5 minutos já esqueci e estou repetindo a mesma coisa... Bom, eu não sei se já contei aqui, mas outro dia uma moça da livraria Saraiva ligou na casa da minha mãe me procurando. Meu irmão de 10 anos atendeu. A conversa foi mais ou menos assim: irmão: alôôô... Saraiva: por favor, é da casa da senhorita Lúcia? irmão: isso Saraiva: eu poderia falar com ela? irmão: ela não tá Saraiva: que horas ela volta? irmão: ela tá na China Saraiva: ah...??? irmão: é, a Lulu tá na China Saraiva: menino, você quer parar de graça? Eu estou trabalhando e não sou obrigada a ficar escutando besteira de menino mal-educado! E a moça desligou o telefone na cara do meu irmão, que ficou muito chateado e ofendido. Tem gente que não acredita mesmo...
Escrito por Lúcia Anderson às 12h07
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Fotos de Seul - Coreia do Sul
O ano novo em Seul foi animado... 
... e tava lotado! Mar de gente com temperatura abaixo de zero 
Eu disse e muita gente não acreditou, mas passei grande parte do tempo estudando... 
... e tomando as deliciosas bebibas quentes coreanas. Abaixo, mocha de chocolate branco. :) 
Antes do almoço, uma pausa para revisar o discurso da apresentação em chinês 
Também teve visita à "Cidade Proibida" coreana. 
Para finalizar: Lu Patinadora. Queria uma pista de patinação só para mim para eu poder brincar quando quisesse! 
Escrito por Lúcia Anderson às 00h40
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Bamerindus, Nota Fiscal Paulista, Nota de 1 real, Paula Fernandes e Michel Teló
Não é fácil ficar fora do Brasil. Além de lidar com as diferenças culturais, sociais, educacionais etc. etc. etc. é preciso também encarar o choque cultural da volta ao Brasil. Os primeiros dias são os mais complicados. Demora alguns dias para o brasileiro perdido se "ajustar" às novas regras e se atualizar aos novos acontecimentos. Lembro muito bem das vezes que voltei ao Brasil e dei vários "foras": não sabia o que era "nota fiscal paulista" e demorei vários dias para entender o esquema. Também não sabia que a fabricação de notas de 1 real tinha sido suspensa e fiquei com vergonha quando pedi para a atendente trocar as muitas moedas que eu tinha recebido por notas e ela me olhou com cara de "em que mundo você vive?". Apesar de ler sites brasileiros todos os dias, eu também não sabia quem era Paula Fernandes e só descobri quem era Michel Teló há menos de um mês quando uma amiga italiana me mandou um link com o (horrível) clipe desse novo cantor. Ai, já estou sofrendo de ter de escutar essas letras de mau gosto quando voltar ao Brasil. Bom, a ideia deste post começou numa conversa entre brasileiros... Ceará: eu tinha conta no Bradesco e mandei fechar antes de vir para cá. Eles não queriam fechar a minha conta por nada. eu: é, esses bancos são todos iguais. Um pior do que o outro. Ceará: só o Bamerindus presta. eu: Ceará, o Bamerindus não existe há não sei quantos anos! Ceará: ah, não existe? eu: nop!
Escrito por Lúcia Anderson às 13h44
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Poesia chinesa?!?
É! Esta é a matéria da prova que eu vou fazer amanhã: declamação de poesia chinesa. É claro que um semestre de estudo só deu para arranhar a pontinha do iceberg que abrange o mundo literário chinês. Afinal, uma história milenar também tem literatura a altura. Para a prova de amanhã, eu tive que escolher 10 poemas (dos mais de 100 que a gente estudou) que devem ser falados para a classe inteira. Bom, depois da apresentação de ontem... isso é tranquilo! Eu queria escrever e explicar os 10 poemas que eu escolhi (são os que eu mais gostei durante o curso), mas como já está tarde... vou colocar só um. 回乡偶书 贺知章 少小离家老大回,乡音无改鬓毛衰。 儿童相见不相识,笑问客从何处来。 Esse poema fala sobre um homem que saiu de sua terra natal muito novo. Depois de muitos anos, ele volta e está muito diferente. Uma criança o vê e, sorrindo, pergunta quem é aquela visita que chegou. É claro que esse é um dos poemas que eu mais gosto por me identificar. É difícil ficar longe de casa... a gente começa a perder a identidade e as pessoas passam a não saber mais quem você é...
Escrito por Lúcia Anderson às 13h24
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2011: o pior ano de todos
Eu não sei para vocês, mas 2011 não vai deixar saudades. Oooo, ano difícil. Em todos os sentidos. Sem dúvidas, o pior ano desde que eu cheguei na China. E, talvez, um dos piores da minha vida. Ainda bem que acabou. O ano de 2012 começou bem: passei a virada na Coreia so Sul, em Seul, e foi bem animado. As ruas estavam lotadas de coreanos e ocidentais batucando tambores e comemorando a entrada de mais um ciclo. Logo nos primeiros minutos do ano, recebi por email a confirmação do estágio no lugar que eu mais queria! E, hoje, depois de muito estresse, nervosismo e apreensão fui aprovada na defesa do tema (do tema, gente, do tema) da dissertação de mestrado. Isso quer dizer que eu vou poder pesquisar o que tinha planejado. Depois eu explico direitinho e vou precisar da ajuda de vocês. Bom, a apresentação foi a leitura de ínfimas quatro páginas escritas em chinês. Para completar esse trabalho aparentemente simples, eu me reuni três vezes com a minha orientadora, quase uma dúzia de vezes com a minha professora particular e estimo que tenha gasto cerca de 10 horas de pesquisa e escrita (sim, DEZ horas) por página. É, por página. Foi muito difícil. E, apesar de ter ido para a Coreia por três dias, passei grande parte do tempo estudando. Valeu a pena! Passei com 9! Ainda estou com aquele restinho de estresse e nervosismo que sentimos depois que conseguimos resolver um problema grande, mas agora é que as coisas começam... vou começar - realmente - a escrever a dissertação de mestrado! E logo volto para o Brasil para fazer estágio no lugar dos meus sonhos! Boa sorte para mim!
Escrito por Lúcia Anderson às 12h21
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Eu já sabia! Beijing tem o pior trânsito do mundo
Acabei de ler uma matéria dizendo que Beijing tem o pior trânsito do mundo. Quem quiser ver, pode entrar em: http://atitudesustentavel.uol.com.br/blog/2012/01/03/veja-as-10-cidades-do-mundo-com-mais-congestionamentos/ Só não entendi a parte que diz: "Relatório feito pela IBM indica que o crescente número de carros nas cidades piora o trânsito". O que mais pode piorar o trânsito além do crescente número de carros...? Alguém me explica, por favor!
Escrito por Lúcia Anderson às 12h04
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Os encantos de Beijing: a diversidade + outras coisinhas
Acabei de jantar um prato de sopa em um restaurante italiano aqui perto de casa. Uma família está sentada ao meu lado. O pai parece mongol, mas também pode ser cazaque. Normalmente, os homens desses países parecem "menos asiáticos", têm traços levemente ocidentais. A esposa, jovem e muito bonita, parece - definitivamente - ser ocidental. O bebê parece chinês: bem gordinho e com as bochechas rosadas. O casal conversa animadamente e parece ser do mesmo país, apesar de fisicamente diferente. Eles falam uma língua que parece ser coreano. Mas depois de um tempo prestando bastante atenção (que feio, Lúcia!) percebo que não é coreano. Nem japonês. Mongol e cazaque... talvez. Nenhum dos dois fala chinês e eles se comunicam com o garçom em inglês. Hum... ele parece asiático, mas não fala chinês... interessante. Antes dos três irem embora, o bebê olha fixamente para mim e eu, enxerida, perguntei em inglês de onde eram. "Tibete", respondeu o homem. UAU! O garçom, curioso, perguntou para mim em chinês de onde a família era. Eu disse e ele não acreditou. "Como pode ele ser chinês e não falar a mesma língua que eu falo?" Pois é... perguntas sem respostas. Último dia de aula!!! Hoje foi meu último dia de aula! Depois de um ano e meio de muito suor, neurônios queimados, milhares e milhares de yuans gastos com professora particular, nervos à flor da pele de estresse... eu consegui! Fiz as mais de 20 matérias obrigatórias e outras opcionais e terminei... as matérias. Agora só faltam dois trabalhos e... a dissertação de mestrado. Em chinês. É, eu sei. Bom, tenho 6 meses para escrever o trabalho final e fazer estágio no Brasil. Viagenzinha de final de ano Final de ano chegou e, para comemorar os meus 4 anos de China... vou viajar! Para fora do país. ehehe Vou dar uma voltinha em um país aqui do lado e volto logo. Já fui para esse país 2 vezes e adoro. Quem acompanha o blog já deve saber... depois eu conto. Beijings e Feliz Ano-novo!
Escrito por Lúcia Anderson às 11h25
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A China é lugar para mulheres brasileiras?
Essa foi a pergunta que uma leitora querida fez no post anterior. Hummm... Difícil dar a resposta certa. Poluição, muita poluição (não, não... nem pense em comparar com São Paulo. Você não sabe do que eu estou falando... aqui a sujeira do ar atinge outras dimensões), gente, muita gente (idem item anterior), carros, muitos carros (ibidem), escarros e outros hábitos diferentes dos nossos, inverno gelado, meses e meses sem chuva, língua difícil. Ai! A lista é graaaande. Muito maior do que pode caber em um post, mas... ... hoje mesmo eu estava pensando: é impossível não gostar daqui!!! Não pense que eu gosto de sofrer! Eu adoro limpeza, pessoas educadas, ar puro (ahhh! Disso eu sinto muita falta), temperatura que seres humanos podem viver normalmente e qualquer coisa que todo mundo preza, mas... aqui tem muita coisa boa. A lista também é grande, e entre os itens principais estão: segurança, bebês fofos, comida deliciosa, transporte barato e que funciona, bebês lindos, cultura que fascina, língua muito interessante para estudar, bebês gordinhos, tradicional e moderno no mesmo lugar e por aí vai. Algumas coisinhas que me fazem gostar de Beijing: Velhinhos dançando Sábado, 20h, cerca de 5 graus negativos.. Estou voltando para casa. Do metrô até o quarto dentro da universidade ando uns 10 minutos. Escuto música pop chinesa em alto som e começo a procurar de onde vem. Uns 60-70 velhinhos (bem velhinhos mesmo) dançando no mesmo ritmo. :) Tai chi chuan Quem acompanha o blog há bastante tempo sabe que eu praticava tai chi chuan. Ah! Não sei por que parei! Ontem de manhã estava indo para a aula e escutei a musiquinha de praticar tai chi. Comecei a procurar e vi um senhor no meio do imenso campo de futebol sozinho fazendo o exercício. Lindo, lindo! Cadê a minha câmera numa hora dessas? Bebês balofos encapotados Adoro bebês. Se for chinês, gordinho e parecendo uma bolinha por causa de tanta roupa... melhor ainda! No inverno eles estão por toda parte. Eu não me aguento... paro para ver, peço para tirar foto e sempre escuto: "Ayi, hao!" ("Oi, tia!") Adoro, adoro. Bom, a China é feita de contradições e esse sentimento de amor e ódio está dentro de cada um dos estrangeiros que mora no país. :)
Escrito por Lúcia Anderson às 10h10
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Rrrrrrrrrrr: o som de Beijing
Eu já escrevi diversas vezes que um dos sons mais comuns de se escutar nas ruas de Beijing (infelizmente) é o azedo "rrrrrrrrrrr" de pessoas escarrando. Não importa se você é homem ou mulher, jovem ou idoso... chinês que é chinês tem que escarrar. Muito, diversas vezes por dia "para tirar as impurezas do corpo e limpar a alma", como se acredita por essas bandas. Eu, quase sempre, consigo ficar imune do asco que atinge os estrangeiros que escutam esse som pelas primeiras vezes. Afinal, quatro anos escutando esse barulho todos os dias, todo o tempo... uma hora a gente acostuma... Mas, às vezes, o som é tão alto e feito com tanta energia, que fica difícil fingir que nada aconteceu. chinês do lado de fora da sala: rrr, rrrr, rrrr, rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr sala de estrangeiros: ai, ui, urght, ahn, ecat professora chinesa: que foi, gente? sala de estrangeiros: a senhora não escutou, professora? professora chinesa: escutou o quê? sala de estrangeiros: o som de um homem escarrando com toda força professora chinesa: não, não escutei nada sala de estrangeiros: acho que a senhora já acostumou De fato, os chineses não demonstram o menor nojo ou aversão quando algum conterrâneo escarra. E acho que nem escutam mais. Por mais alto (e nojento) que seja o barulho.
Escrito por Lúcia Anderson às 23h54
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Hoje vamos falar de amor...
Esse sentimento que pode ser o mais belo e o mais perverso de todos. Que pode construir ou destruir vidas e esperanças. Acabei de ler o blog da Lia Bock (http://revistatpm.uol.com.br/blogs/euliatulias/2011/12/14/amar-e.html) e fiquei pensando. Realmente é muito fácil amar aquele gatinho com sotaque charmoso que adora filmes e tem planos de te levar conhecer o mundo. Mas e quando você realmente precisar? Quando tiver a fim de conversar, falar das suas angústias e incertezas? Será que ele vai estar lá para te ouvir ou mais preocupado em sair com os amigos? Quando você realmente precisar de um ombro amigo, ele vai estar lá ou vai se importar mais com os outros que mal conhece? É assim que descobrimos quem realmente merece estar com a gente: nas dificuldades. Na hora do aperto. Do desespero, da incerteza. Se está tudo bem e você tem dúvidas se aquela é a pessoa certa para você, pode ter certeza: não é. Aqui na China é muito fácil se apaixonar pelo "cara errado". Só o fato de vocês dois serem brasileiros, jovens e solteiros já é o suficiente para "dar uma chance". Mas, muito provavelmente, esse cara que teria "uma chance" com você aqui do outro lado do mundo não seria um possível candidato no Brasil. É preciso tomar cuidado... Abaixo, o texto da Lia: É muito fácil gostar daquele gato que te leva café na cama. É muito simples se apaixonar pela garota que, sorrindo, dança pra você na pista (no supermercado, no banho). É muito fácil amar quando está tudo (e todo mundo) facinho. Mas como diriam as comadres: vai comer um saco de sal com a pessoa?! É na hora em que somos roubados, em que erramos o caminho ou quebramos um braço que a coisa pega. Maquiada de shortinho curto e decote fica difícil resistir, mas e sentada no boxe, chorando sem motivo aparente? Fritando um ovo sem camisa rende foto no Instagram, mas e gripado, tossindo e catarrento? Amar é suportar. É pensar que seus filhos terão aqueles defeitos e achar OK. É saber que você estava certo desde o começo, mas conseguir segurar o “eu não disse?”, que coça na garganta. Amar é tampar a pasta de dente todo santo dia e resignar-se; é repetir cem vezes que você não gosta de orégano; e tocar a campainha sem raiva quando a chave está (mais uma vez) lhe impedindo de abrir a porta. Amar é juntar um punhado de perrengues, com pitadas de mau humor e um bom tanto de chatice e achar que, mesmo assim, vale a pena!
Escrito por Lúcia Anderson às 04h40
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Viciada! Swing jazz balboa
Eu nem sei há quantos anos queria fazer aula de dança. Perdi a conta. Muitos e muitos anos. Mas sempre tinha uma desculpa: falta de tempo, de dinheiro, vontade, de companhia etc etc. Esta segunda-feira eu e uns amigos (que também queriam fazer aula) descobrimos um bar escondidinho que oferece aulas de balboa, um tipo de swing jazz. Eu pesquisei, mas ainda não entendi direito como funciona o esquema. Eu acho que é assim: jazz ---> swing ---> balboa. Jazz é o gênero, swing é um estilo de dança que vem do jazz e balboa é um tipo de swing, gênero muito popular entre os anos de 1920 e 1950 nos EUA. Enfim, o negócio é que eu e meus amigos nos acabamos de tanto dançar. Segunda tivemos uma aulinha informal, só para dar um gostinho, e eu adorei. Pisei no pé de quase todos os meus parceiros, errei a maioria dos passos, mas me diverti muito! Hoje, vamos fazer a primeira aula de verdade. Depois eu conto. Se você quiser ter uma ideia do que eu estou falando, pode dar uma olhada nos links abaixo: http://www.youtube.com/watch?v=NT4ShfN5etA&feature=related (vídeo meio barulhento! Abaixe o som se você estiver no trabalho) http://www.youtube.com/watch?v=aTLrxJyIl7k&feature=autoplay&list=PLB8F3247A657D1328&lf=results_main&playnext=4
Escrito por Lúcia Anderson às 03h33
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Dúvida cruel: vento gelado ou bafo de taxista chinês?
Bafo de taxista chinês. Quem mora em Beijing sabe exatamente do que eu estou falando. Eu e uns amigos temos certeza que no teste de admissão de taxistas há um item eliminador: o grau de bafo. Tá há uma semana sem escovar os dentes? Só? Volta mês que vem. Só há uma década sem ir ao dentista? Espere mais alguns anos e faça a prova novamente. O hálito dos motoristas de Beijing é realmente característico e até hoje não conheci um que ficasse fora desse padrão. No verão, tudo bem: janela aberta e o ar circulando. Mas no inverno... tsc, tsc... é triste: temos que escolher entre o vento gelado no rosto ou aguentar o odor intoxicante que contamina o ambiente. Escolha difícil. Normalmente eu opto por passar frio e não sentir o cheiro ruim. Ah! Outra coisa que eu e alguns amigos temos certeza: as esposas dos taxistas não sentem cheiro.
Escrito por Lúcia Anderson às 04h33
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Amigo da vaca e colocar tudo em panos limpos
Não tem jeito! Depois de alguns anos morando fora do Brasil... o português vai enferrujando. Às vezes, fico dias sem usar a nossa língua portuguesa e muitas horas consigo me expressar melhor usando inglês ou chinês (!!!). Eu acho que a primeira coisa que se esquece na escrita são os acentos. Aquele acento agudo fica na última ou penúltima sílada...? E aquele outro verbo...? Como é que é a conjugação no passado mesmo...? Para não fazer (muito) feio, o dicionário eletrônico sempre está aberto e pronto para ser consultado. Na fala, algumas expressões se embaralham... Ontem, em uma mesa cheia de brasileiros, um amigo soltou: "Ah, deixa de ser amigo da vaca, vai!" Todo mundo se olhou e titubeou... "Amigo da vaca... amigo da vaca...?" Não seria "amigo da onça" o certo? E, hoje, conversando com uma amiga... Eu falei que ela precisava colocar aquela situação em "panos limpos". E ela: "panos limpos"?? E eu: "é, esclarecer tudo. Tem uma expressão que fala assim... colocar tudo em alguma coisa .... limpo". Tsc, tsc, tsc...
Escrito por Lúcia Anderson às 08h23
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Obrigada pelas dicas!
Pessoal, quero agradecer todas as dicas que vocês me deram no post anterior. Vou tentar uma por vez... Mas a que eu acho que vai ajudar bastante é a da respiração. Assim, controlo a minha ansiedade e fico mais calma. Olha que ontem, depois de muitas e muitas noites em claro... eu dormi bem! :)
Escrito por Lúcia Anderson às 08h12
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A insônia
Silêncio. Pijama quentinho. Cama macia. Roupa de cama limpinha. Uma hora de leitura. Meias confortáveis. Bolsinha de água quente no meio dos pés. Chá de camomila (já tentei sem o chá também). Mais uma hora enrolando de um lado para o outro da cama. Se eu tenho as CNTPs perfeitas para uma boa noite de sono, por que eu não consigo dormir??? Nunca, nos meus 29 anos, tive problema para dormir. Nunca. Nem em época de provas, vésperas de viagens, nada. E, agora, sem motivo aparente, simplesmente não consigo dormir. Às vezes, fico lendo até as 3, 4 ou 5h da manhã e nada do sono vir. Só que no dia seguinte eu tenho aula, a vida continua. E eu fico acabada. Faz umas 2 semanas que a insônia me pegou de jeito. E eu já tentei de tudo: fazer exercício pela manhã, à noite, ficar sem tomar café, ficar exausta e tentar dormir cedo. Tentar dormir tarde. Tomar chá. Ficar sem tomar. E nada. Agora há pouquinho, eu estava me engando e pensando: "já estou dormindo, já estou dormindo", mas cansei da farsa e comecei a pensar em dividir isso com vocês. Aceito dicas! O que fazer para a minha cabeça lembrar que estou no fuso horário da China e não no do Brasil?
Escrito por Lúcia Anderson às 14h12
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"$$&%¨&*#&%*¨"ou "Que frio é esse???"
Tá. Inverno em Beijing. Gélido, glacial, gelado, frio e todos os adjetivos que caracterizam as temperaturas mais baixas que você possa imaginar. Mas, hoje, com míseros oito graus negativos (que não é assim nenhum absurdoooo) eu estava praticamente congelando. Mãos congelando mesmo com luvas, pés (com 3 pares de meias!) e sem sensibilidade, nariz virando uma pedrinha de gelo, rosto sendo machucado pelo vento forte da Sibéria. E olha que estamos no comecinho de dezembro. O pior ainda está por vir. Eu sempre gostei de frio, mas oito graus negativos com vento da Sibéria não tem graça. Humpft.
Escrito por Lúcia Anderson às 11h13
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Meu perfil
Lúcia A., formada em Letras, especialista em Comunicação e escritora!
Foi trabalhar em Beijing, na China, e não sabe quando (e se!) volta ao Brasil. Escreve sobre suas descobertas, aventuras e outras coisinhas mais neste espaço.
e-mail: lunachina@uol.com.br
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