Despedida

Pessoal,

chegou a hora de dizer adeus. Já faz mais de seis meses que eu fui embora de Beijing e não faz sentido continuar escrevendo sobre a China.

A viagem para a China, o blog e vocês, leitores, foram as melhores coisas que aconteceram na minha vida. Nos cinco anos de escrita conheci muita gente interessante e fiz ótimos amigos. Só falta decidir o próximo passo: trabalhar bastante em algum canto do mundo, estabelecer a minha vida em Campinas (São Paulo ou Rio), sair pelo mundo viajando sem rumo ou casar e ter bebês gordinhos... vai saber...

Agora estou viajando pela Ásia, em breve volto a Paris e depois ao Brasll. Nesses últimos dois meses fui para lugares lindos, comi coisas que nem imaginava e fiz (muitos) bons amigos. Adorei o Laos, passei uns apertos no Mianmar, senti o coração bater forte em Cingapura (como eu gostei dessa cidade!), fiquei encantada com a beleza das ilhas Gili, na Indonésia, comi muito bem em Taiwan, revi ótimas amigas na Tailândia e, finalmente, estou pronta para outra aventura. Vou colocar algumas fotos da viagem na página do blog no facebook: www.facebook.com/lulunachina

Se alguém quiser entrar em contato comigo pode me escrever em bloglunachina@gmail.com

Este blog existiu por mais de cinco anos (e com mais de 550 mil visitas!) somente por causa de vocês. Muito obrigada, leitores. 



Escrito por Lúcia Anderson às 16h08
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Férias do blog

Pessoal,

vou tirar umas semanas de férias do blog. Devo voltar em janeiro ou fevereiro com várias novidades. 

Aguardem!

:)

Beijinhos, 

Lu



Escrito por Lúcia Anderson às 17h54
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Paris: como era, por Luis Fernando Verissimo

 

O Edmilson, leitor do blog, me mandou o texto abaixo, do Verissimo. Achei muito legal. Depois do texto... meus comentários.

 

Lembro que as pessoas vinham de Paris com histórias inacreditáveis. Em Paris as mulheres fumavam na rua. Em Paris viam-se casais se beijando (na boca!) nos bancos de praça. Em Paris era comum ver-se casais de negros e brancas e (menos comum) negras e brancos, e ninguém dava bola. Também se comentava que os parisienses não gostavam muito de banho, e que viajar apertado com eles num metrô era um teste de tolerância com os cheiros dos outros. Mas isto talvez se devesse à escassez de água quente nos prédios antigos, onde elevador também era uma raridade.

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Quem vinha de Paris falava muito nas "caves", porões em que se conversava, se bebia vinho, às vezes se ouvia jazz e, acima de tudo, se fumava, se fumava muito. Falava das "concierges" dos velhos prédios, uma raça conhecida pela sua misantropia, que só perdia em rabugice para motoristas de táxi, mas que era quem fazia a cidade funcionar. Parisienses eram irritadiços e impacientes com estrangeiros. Em compensação, você podia sentar numa mesa do Café de Flore ou do Les Deux Magots, no Boulevard Saint-Germain, pedir um cafezinho e passar a tarde, esperando que o Sartre e a Simone de Beauvoir começassem uma briga na mesa ao lado.

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Algumas coisas não têm mais. Não se sabe que fim levou as velhas "concierges", todas substituídas por portuguesas ou portugueses. Especula-se que estejam todas num retiro onde passam o tempo se intrigando mutuamente. Os motoristas de táxi, pelo menos na nossa experiência, civilizaram-se. Há água quente para quem quiser. Um problema persistente é o despreparo da cidade para enfrentar o calor: só agora o ar refrigerado se banaliza, certamente por exigência dos turistas. E algumas coisas continuam as mesmas. Ainda se fuma, em Paris, provavelmente mais do que em qualquer outra cidade do mundo (mas não nas "caves" onde fumar agora é proibido). O Café de Flore e o Deux Magots continuam lá, mas são poucas as probabilidades de o turista ver alguém conhecido. A não ser algum turista da sua própria cidade, claro.

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Quando conheci Paris, os ônibus ainda eram aqueles com uma sacada atrás. Se você perdesse o ônibus podia persegui-lo e tentar pular na sacada - coisa que, mesmo com 50 anos menos, eu nunca fiz. Lembro da primeira vez em que saí do buraco do metrô e dei com o Champs Elysées, e de repente tudo o que eu tinha ouvido contar da cidade e seu cosmopolitismo se materializou ali na minha frente, na grande avenida. Eu estava, decididamente, em outra ideia de urbanismo, em outra ideia de civilização. Voltei a Paris, depois, várias vezes. Mas nunca a emoção foi igual àquela.

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MEUS COMENTÁRIOS

Em Paris viam-se casais se beijando (na boca!) nos bancos de praça. --> De fato, aqui as pessoas se beijam muuuuito. Muito mesmo. Já vi casais apaixonados atravessando a rua e parando um minutinho para dar um beijinho. Coisas da cidade mais romântica do mundo...

Escassez de água quente nos prédios antigos, onde elevador também era uma raridade. --> Moro em um desses prédios antigos. A água quente de casa dura 5 minutos. Aprendi a tomar banho e lavar os cabelos nesse tempo. Se demoro um pouquinho a mais: água fria! Com os 10 graus que fazem lá fora... prefiro evitar. 

Ainda se fuma, em Paris, provavelmente mais do que em qualquer outra cidade do mundo. --> Tô para ver lugar que as pessoas fumam tanto igual a Paris. Beijing, talvez? Dúvida cruel.

O Café de Flore e o Deux Magots continuam lá, mas são poucas as probabilidades de o turista ver alguém conhecido. --> Esses dois famosos cafés ficam perto de casa e ficaram conhecidos pelos seus ilustres frequentadores. Já fui lá algumas vezes e só tem turista. 

Eu estava, decididamente, em outra ideia de urbanismo, em outra ideia de civilização. --> Já comentei aqui em como Paris é uma cidade surpreendente e cosmopolita. Romântica, linda... imperdível!



Escrito por Lúcia Anderson às 15h52
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Vivendo em uma cidade cosmopolita

A Regi disse que não tinha entendido direito se eu gostava ou não de morar em uma cidade cosmopolita. A resposta é simples: eu acho fantástico! Tenho a oportunidade de conhecer pessoas de outros países, outros hábitos e culturas. Como eu não posso viajar para todos os países do mundo (infelizmente!) ter amigos de outros países é uma maneria eficiente de conhecer um pouco de outros lugares. 

Quinta-feira, por exemplo, jantei com uma amiga da Nova Zelândia em um restaurante chileno. Ela me disse que no dia seguinte iria viajar para a África do Sul e Zimbábue. Eu nunca conheci ninguém que foi ao Zimbábue passear e ela me contou que lá há cataratas muito bonitas e famosas. Lá fui eu procurar e descobri as maravilhosas "Victoria Falls". Já tinha ouvido falar? Dá uma olhada no google... Parece que tem uma piscina natural que os turistas podem ir e ter uma visão privilegiada do local. Fiquei com vontade de conhecer...

E por falar em Zimbábue, uma colega do curso de francês desse país africano me convidou para jantar na casa dela amanhã. Eu não tenho ideia qual é a comida típica do Zimbábue, mas depois conto para vocês. Só espero que ela lembre que eu não como carne... 

Ontem encontrei alguns amigos franceses junto com uma amiga brasileira descendente de chineses. Na mesma mesa também tinha um moço da Ilha de Reunião, que também pertence a França. Vocês já tinham ouvido falar? Vi que a ilha fica pertinho de Madagascar, na costa leste da África.

É muito interessante e prazeroso conversar com pessoas de países diferentes do nosso. Eu não gosto de usar frases feitas, mas isso "abre a cabeça": conhecemos outras perspectivas, outros costumes, comidas diferentes, outro mundo.



Escrito por Lúcia Anderson às 16h49
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Paris: uma cidade (muito) cosmopolita

Paris é uma cidade muito mais internacional do que as pessoas pensam. Pelo menos do que eu pensava. Hoje, por exemplo, eu conheci um casal de Chipre. Você já conheceu alguém de Chipre? Fiquei envergonhada de não saber praticamente nada sobre o país. Eu só lembrava que era uma ilha (e nem sei como lembrava disso). E só. Perguntei para o casal e eles me explicaram que o país fica no Mar Mediterrâneo pertinho da Síria e da Turquia. Eles me contaram que os idiomas predominantes são o turco e o grego. Depois eu pesquisei um pouco e descobri que a ilha faz parte da Comunidade Europeia e que a capital é Nicósia (será que o Jubras sabia essa?).

Segunda-feira fui ao show do brasileiro Orlando Morais, que teve a participação especial de um cantor do Mali. Já tinham ouvido falar desse país? É o sétimo maior da África e tem 12 milhões de habitantes. A apresentação foi maravilhosa e o cantor tinha uma voz incrível! Muito linda mesmo.

Mês passado fui em uma exposição sobre "Erotismo no Mundo Árabe", que mostrava quadros, esculturas e vídeos, hum, bom... eróticos. Mulheres com a cabeça coberta dançando dança do ventre nuas. Bem diferente. 

Hoje tem início uma exposição do famoso chinês Yue Minjun, que faz autorretratos sorrindo (e mostrando todos os dentes). 

Na rua de casa tem restaurante do Tibete, do Líbano, um bistrot francês, um café em estilo americano, uma casa de comida rápida administrada por um casal nipo-vietnamita, além de uma pizzaria italiana.

Aqui em Paris todos têm vez. O metrô é uma experiência cultural por si só: homens vestindo roupas tradicionais africanas, indianos com turbantes, muçulmanas com véu cobrindo a cabeça, mulheres parisienses elegantíssimas com seus penteados elaborados e casacos de pele, estudantes, turistas, executivos todos juntos. 

É comum sair para jantar e na mesma mesa sentar uma amiga da Nova Zelândia com seu colega das Ilhas Maurício, uma amiga colombiana e outro amigo francês, as colegas do Zimbábue, da Coreia e eu. Uma mistura sempre muito interessante. 



Escrito por Lúcia Anderson às 19h16
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Os franceses, a bufada, as roupas e os cabelos

Eu já falei aqui como fiquei encantada com a educação dos franceses. De fato: se você é educado ao solicitar um café, pedir informações... eles são educados de volta. Justo. Apesar disso, tinham me falando e eu não acreditei, mas...

... o humor dos parisienses muda de acordo com a estação do ano

Agora que o inverno está chegando de verdade, com temperaturas entre 5 e 10 graus, tenho percebido a mudança no humor das pessoas que moram aqui. Os franceses estão, sim, muito mais rabugentos e mal humorados. Tenho até visto pessoas reclamando sozinhas e parece que todos os sorrisos ficaram no verão.

A bufada

Para quem não sabe, o Houaiss explica. Bufar: "expelir ar, sopro com força"; "soltar ar por efeito de emoção ou sensação"; "fazer reclamação, mostrar insatisfação". Pois bem: a bufada está na boca de todos os franceses. Serve como um suspiro de "saco cheio" e, agora, com friozinho e tempo nublado, o que eu tenho ouvido de "bufadas" nem dá para contar. Não precisa ter motivo, basta fechar a cara e bufar. 

As roupas e os cabelos

Com o friozinho, parece que as pessoas capricham ainda mais no visual. Mulheres com seus casacos longos e botas de salto alto andando elegantemente de um lado para o outro. Os cabelos... os cabelos franceses: parece que o povo daqui vai ao cabeleireiro todos os dias. Coques e penteados sofisticados para tomar um café na esquina. Conjuntinho combinando com o tênis e a faixa na cabeça para andar no parque. Salto alto para levar o cachorro ao banheiro (na rua, claro). Não, eu nunca vou ser francesa.  



Escrito por Lúcia Anderson às 16h56
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Estou arrasando o coração dos homens franceses...

... com mais de 80 anos.

Para quem não acredita... eu tenho testemunha!

Tudo começou em uma das minhas primeiras semanas em Paris. Eu estava andando pela manhã quando parei na calçada para atravessar a rua e um senhor (sim, com mais de 80 anos) usando sua bengala (sim, uma bengala!) me disse "bonjour" e perguntou para onde eu estava indo. Fiquei surpresa e dei risada da audácia dele. Para quê... o velhinho começou a me seguir! Ele disse mais algumas frases que eu não entendi e respondi que não falava francês. Ele falou em inglês se eu aceitaria tomar um café com ele (?!?!?!). Saí correndo. E nesses meses de França vários senhores (velhinhos mesmo) me deram "bonjour" na rua. Mas nas outras vezes fingi que não tinha escutado e saí de perto.

E, ontem, fui com uma amiga no Museu D'Orsay e um senhor, muito gentilmente, segurou a porta para nós passarmos. Quando eu passei ele veio atrás de mim e disse: "Vous êtes très très très belle". A amiga começou a rir e completou:

- Lúcia, você viu que ele também piscou para você?

- Pois é...



Escrito por Lúcia Anderson às 22h10
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Devagar... quase parando...

Tenho grandes planos para a minha vida

Mais uma vez o blog está devagar quase parando... O motivo é simples: estou com grandes planos (de novo!) para a minha vida. Aliás, essa é uma frase que fica martelando na minha cabeça. Eu a li no livro "Socialism is Great" de Zhang Lijia. O livro é a autobiografia de uma chinesa que trabalhou em uma fábrica de foguetes. Totalmente sem perspectiva e lutando para mudar seu destino ela repetia para si mesma: "tenho grandes planos para a minha vida". Eu não sou chinesa e nem trabalho em uma fábrica de foguetes, mas tenho milhares de sonhos e muitos, muitos projetos. Um de cada vez.

Eu amo Paris, mas...

... a comida aqui é muito parecida com o que estamos acostumados no Brasil (queijos, vinhos, chocolates, pães... ai, ai...), o idioma é muito parecido (mesmo sem ter estudado francês por muito tempo eu consigo me comunicar com todo mundo e entender quase tudo que escuto e leio), o transporte público funciona perfeitamente, etc. etc. Tudo muito perfeito. Quero mais emoção!!! Quero ter desafios, comer coisas diferentes (coisas que nunca tenham andado e nem rastejado, de preferência), escutar um idioma desconhecido e viver, viver muito! 

Para onde agora, Lúcia?

Há! Surpresa! Mas aguardem... Espero em breve ter muitos assuntos emocionantes no blog. 



Escrito por Lúcia Anderson às 08h25
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Os extremos: etiqueta na China e na França

Bom, antes de começar o post, vejamos o significado de "etiqueta", segundo o Houaiss: 

"conjunto de regras de conduta, esp. as de tratamento, seguidas em ocasiões ger. formais, e que revelam sobretudo a importância social das pessoas envolvidas". 

Ótimo. Pois neste post eu vou falar de etiqueta e não de educação. Afinal, o que é educado em um lugar pode ser falta de educação em outro. E vice-versa.

Na China, uma das coisas mais complicadas foi acostumar com a etiqueta do país. Recebeu um presente de uma amiga chinesa? Nem pense em agradecer! Que falta de respeito desses ocidentais! Onde já se viu agradecer o presente de um amigo? Só se deve agradecer presentes recebidos de estranhos. Parece até que está rebaixando o amigo... que insulto. O mesmo serve se algum amigo chinês fizer um grande favor para você. Nem pense em agradecer. Você vai ouvir um sermão. 

Entrou na loja e cumprimentou a vendedora chinesa? Chega de ladainha que ninguém tem tempo a perder. Se não for comprar nada pode ir saindo que tem gente querendo entrar. Na China é assim: tudo prático, sem as regras de etiqueta que temos no ocidente. Não se agradece presentes e nem favores, não se cumprimenta a vendedora em lojas e nem o garçom em restaurantes. As pessoas vão direto ao ponto e falam o que querem, sem melindres. Economiza-se tempo. A comida estava boa? Coma com prazer, faça barulho ao mastigar para mostrar que está gostando, e não se sinta acanhado se quiser dar um arrotinho para deixar bem claro que está satisfeito. 

Na França é totalmente o oposto: ao entrar em uma loja ou café é OBRIGATÓRIO dar bom-dia a quem vai te servir, falar por favor no final da frase, e já emendar um "merci". A vendedora ou o garçom vai fazer o mesmo: bom-dia, por favor e merci para o freguês. Eu arrisco dizer que se você não der bom-dia, o garçom nem vai se aborrecer para tirar seu pedido. Aqui, isso é o normal, a etiqueta básica. 

Eu nunca vi um país com tantas regras de etiqueta como a França. As pessoas respeitam essas regrinhas e costumam ser muito gentis (com quem é gentil com elas!). Foi uma diferença enorme sair da China e vir (praticamente) direto para cá. Mas eu estou gostando... Já assimilei rapidinho todas essas normas e estou sendo muito bem tratada em todos os lugares. 

---> Pessoal, tenho colocado fotos diárias na página do face. Quer ver? Entra lá: www.facebook.com/lulunachina



Escrito por Lúcia Anderson às 19h17
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Fotos de Paris

Pessoal,

para quem quiser ver fotos de Paris... todos os dias tenho colocado no www.facebook.com/lulunachina

Entre lá, curte a página e veja as fotos dessa cidade linda...



Escrito por Lúcia Anderson às 15h07
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"Quando estou em Pequim sinto falta de Paris...

 

... e quando estou em Paris sinto falta de Pequim".

É com essa frase que o diretor Chris Marker (1921-2012) começa o documentário "Dimanche à Pekin" ("Domingo em Pequim"), de 1956.  A China passou (e tem passado) por inúmeras transformações nas últimas décadas, mas muitas coisas continuam iguais. O filme, de pouco mais de 20 minutos, tem mais de 50 anos, e continua atual. Bebês com cabeça raspada e cabelinho só na frente, carrinhos de madeira feitos à mão para levar crianças, homem fazendo exercício com espada, guarda organizando o trânsito em frente à Cidade Proibida e tantas outras coisas... Vale a pena assistir o documentário (narrado em francês) mesmo que seja só para ver as imagens. 

"Sobre a China": ontem e hoje

 

No embalo de "China moderna com muitas influências de China milenar", acabei de ler um pequeno texto do Ferreira Gullar falando sobre o livro "Sobre a China", que eu também estou lendo. O livro, escrito por Henry Kissinger, que foi assessor de dois presidentes americanos, conta brevemente a história dessa civilização milenar tão fascinante que é o Império do Meio. Eu ainda estou no começo e vai demorar para terminar as mais de 500 páginas, mas estou gostando bastante. O Gullar comenta o que Kissenger escreveu sobre como os chineses se sentem superiores ao restante do mundo e sobre como, por milênios, evitaram contato com todos os outros países por acreditar que todas as outras nações eram formadas por bárbaros e pessoas "não-civilizadas". 

Tem muita, muita coisa que eu nunca vou entender sobre a China (e talvez por isso mesmo eu tenha tanto interesse no país), mas não é preciso estudar profundamente a cultura e nem morar uma vida inteira no país para saber que os chineses não confiam em estrangeiros (o que eu já escutei de "não se pode confiar em estrangeiros", "os estrangeiros sempre querem enganar os chineses", olha só que ironia! Alguns amigos chineses esqueciam que eu não era chinesa e soltavam essas frases sem perceber...) e que os chineses se acham SIM superiores ao restante do mundo. Mais uma ironia: tem tanto, mas tanto chinês no mundo e cada um deles se acha especial e melhor do que os outros. Já li que eles podem ter esse sentimento devido à política de um filho só: seis adultos (4 avós + pai e mãe) dando total atenção a uma única criança. Não tem jeito: eles se acham únicos, especiais e melhores do que os outros. 

Bom, mas toda essa divagação para falar sobre como atitudes e pensamentos antigos ainda continuam presentes na vida chinesa atual. Kissinger comenta sobre como, em 1793 (faz muito tempo!), os ingleses tentaram uma aproximação com a China e foram totalmente ignorados por se tratar de um "povo inferior". Quer saber mais sobre a China e todas essas ironias e contradições?

Vai lá:

Livro "Sobre a China", de Henry Kissinger, Ed. Objetiva

Texto do Gullar: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/1168542-na-china-ninguem-se-chama-joao.shtml

Documentário: http://www.youtube.com/watch?v=ec9Ojy5QYvs e  http://www.youtube.com/watch?v=SUcccdUx9YM

 



Escrito por Lúcia Anderson às 18h06
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Chineses querendo tirar vantagem... até em Paris?

Apesar de sentir falta da China, tem coisas que eu prefiro esquecer... Lá era padrão: toda vez que eu comprava alguma coisa, antes de pagar, abria a sacola com o que ia levar e fazia vistoria. Conferia se a blusa que eu tinha experimentado era a mesma que estava no pacote e se tinha todos os botões, as duas mangas (sim! Conheço gente que comprou "a mesma" blusa que tinha experimentado e quando chegou em casa viu que tinha levado a peça com só uma manga!), se o pano estava inteiro (sim! Já paguei blusa com um buraco enorme nas costas! E para provar que veio assim da loja e que, não, eu não fiz o buraco em casa usando um maçarico no mesmo dia que comprei). 

Sempre tinha que conferir se o número de maçãs que eu tinha pagado era o mesmo número que estava na sacola, se a soma da conta do restaurante foi feita de maneira correta, se o preço do que aparece na conta era o mesmo preço que estava cardápio (quase sempre era "trocado sem querer"). Se o número de meias no pacotinho era o mesmo escrito na embalagem (já comprei pacote com 3 pares, mas só vieram 5 meias). Testava pelo menos dez vezes se o zíper da bolsa estava realmente funcionando (e se não abria e fechava uma única vez para depois quebrar em seguida). Enfim, na China estava sempre esperta para não ser enganada. 

Esta semana descobri uma livraria chinesa pertinho de casa e fiquei muito feliz. Conversei com a dona, disse que iria recomendar o lugar para vários colegas que também estudam chinês, falei que morava ali ao lado e que iria voltar muitas vezes. Ela me explicou que os livros custavam quase 10 vezes o preço da China porque o transporte era muito caro. Fiquei horas folheado os livros e escolhi dois. Paguei e atravessei a cidade para ter aula de chinês (e usar o livro que tinha comprado). Quando eu cheguei na escola... a surpresa! A dona (que foi simpática, que conversou comigo por mais de 1h) colocou um dos livros com as folhas totalmente amassadas dentro da sacola. Nem se eu tivesse sapateado em cima do livro aberto teria estragado tanto! É óbvio que ela trocou os livros e colocou um totalmente danificado para mim. Que raiva!!! Voltei na livraria e gastei o meu chinês. Onde já se viu querer tirar vantagem assim de alguém que prometeu recomendar o lugar e disse que iria voltar várias vezes? Aqui não é a China não, minha filha! 



Escrito por Lúcia Anderson às 20h01
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O óbvio: a Amélie

Nesse meu trabalho de regressão de tentar entender por que, do nada, tive a necessidade de vir morar em Paris... esqueci do óbvio: a Amélie Poulain.

O filme francês de 2001 conta a história de uma moça que sente prazer em pequenas coisas da vida, como comer framboesas (colocadas por cima dos dedos), quebrar a casquinha do crème brûlée (difícil escrever!), sentir a mão escorregando nos grãos em um imenso saco e por aí vai...

Eu gosto muito desse filme e acho que sou um pouquinho como a Amélie. Se o tempo ajudar, este final de semana vou fazer o "circuito Amélie" e ir nos lugares que foram filmados a película.

Alguns dos lugares que eu quero ir: http://www.youtube.com/watch?v=k8MPH2uQzY8




Escrito por Lúcia Anderson às 08h31
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Palavrinhas mágicas

Semana passada eu falei sobre isso e reitero: falar "bonjour", "s'il vous plaît", "merci" e "au revoir" faz com que o (aparentemente) mais carrancudo dos franceses abra um sorriso e esteja pronto para ajudar. Não importa a pressa que você esteja, use 1 segundo a mais e, antes de pedir qualquer informação diga: "bonjour, Monsieur" ou "bonjour, Madame" e eu JU-RO que todas as portas se abrirão e vocês irão ver um povo muitíssimo educado e disponível para dar informação e conversar.

De acordo com estatísticas oficiais da capital francesa, a cidade recebe quase 30 milhões de visitantes por ano e é o lugar mais visitado do mundo. Os turistas estão por toda parte com seus imensos mapas, câmeras fotográficas e sacolas de compras. Agora, eu estou do outro lado e já posso me considerar uma moradora local. Eu nunca vou ser parisiense, mas já não sou mais turista.

Ser francês em Paris não é fácil. Já vi turistas muito mal educados cutucando uma pessoa na rua e falando em inglês: "Estação xxx?" e complementando: "Fala logo que a gente tá com pressa!" E depois reclamam que o francês foi mal educado... oras!

É só usar as palavrinhas mágicas que um universo se abrirá. Vai por mim!



Escrito por Lúcia Anderson às 16h38
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Cinco coisas que você sabe sobre a França e...

... é verdade!

Para começar a falar sobre a França e os franceses coloco aqui uma pequena lista sobre o que vocês certamente sabem sobre a França e é verdade. A lista vem de uma charge que eu vi na casa de uma amiga e adorei.

* Os franceses andam irritantemente elegantes

As ruas de Paris parecem mais uma passarela. Pessoas bem vestidas, elegantes ao extremo, mulheres bem maquiadas, cabelos impecáveis. Todo dia é sábado e "dia de usar a melhor roupa" na capital francesa.

* As pessoas fazem biquinho ao falar

A língua mais linda do mundo deve ser declamada com classe e muitas palavras precisam ser ditas com biquinho. "Bonjour", "Monsieur" e tantas outras. Acho um charme e adoro!

* Eles são extremamente exigentes com comida

A culinária francesa é conhecida mundialmente pela sua apresentação caprichada e seus sabores delicados e, é claro, os franceses torcem o nariz para comidas industrializadas e fast-foods. Aqui tem Mc Donalds e outras redes, mas só vejo jovens comendo esse tipo de comida.

* Os franceses dizem "Uh, la la!"

Sim, sim, sim! Essa expressão que demonstra surpresa e encantamento é exclamada com frequência. Engraçadinho!

* Eles andam com a baquete no sovaco

Os franceses andam com o típico pão francês embaixo do sovaco, na garupa da bicicleta... O pão normalmente vem enrolado por um pedacinho mínimo de papel só no lugar de segurar. 




Escrito por Lúcia Anderson às 13h29
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Estou na cidade mais linda do mundo

 

Como muita gente acertou... estou em:


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Paris!



Escolher uma cidade para morar em outro país não é coisa das mais simples. Ainda mais quando não se fala a língua local e não há um só conhecido para ajudar com coisas básicas, como encontrar um lugar para morar. 


Mas depois de passar três dias em Paris, semanas atrás, não teve jeito: me apaixonei pela cidade e precisava voltar. Além disso, sempre quis aprender francês. Para que esperar? Juntei as duas vontades e estou estudando francês em Paris. 


Quando decidi morar aqui, uns 10 dias antes de vir, estava em Barcelona e comecei a procurar cursos de francês e moradia. Fiquei horas e horas coletando o máximo de informação possível. Uma amiga me disse sobre um curso de francês na prestigiada Universidade Sorbonne. Entrei na página da universidade e era o último dia de inscrição! Consegui me inscrever e fui aceita para estudar na instituição durante um semestre. E foi por lá também que eu consegui moradia: um apartamentinho minúsculo no melhor lugar da cidade: pertinho do Jardim de Luxemburgo.  

Eu lembro bem a primeira vez que fui ao Jardim (há cerca de um mês). Estava calor e, depois de passear pelo parque, sentei em um café para tomar um lanche. De sobremesa, pedi framboesas (eu até escrevi no blog sobre isso). Na mesa ao lado, sentou uma americana e começamos a conversar. Ela me disse que fazia doutorado na Sorbonne, morava nas redondezas, e atravessava o jardim para ir à universidade. 


Fiquei pensando dias e dias nessa conversa de pouco mais de uma hora e acho que essa foi uma das minhas inspirações. Eu fiquei admirada com a história dessa mulher e, dias atrás, me dei conta que inconscientemente segui o mesmo caminho. Meio sem querer acabei escolhendo estudar na Sorbonne (quase perco a inscrição!) e morar pertinho do parque (foi o apartamento com melhor custo-benefício que eu encontrei).


Agora vai ser: Lu na China em Paris. Histórias de uma brasileira na cidade mais linda do mundo, com tempero brasileiro e algumas pitadinhas orientais. Impossível não comparar o que eu aprendi e vivi na China com tudo de novo que estou descobrindo aqui. 

 



Escrito por Lúcia Anderson às 06h55
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É amanhã e facebook

Pessoal,

é amanhã que vou contar um pouquinho mais sobre o que ando fazendo.

Enquanto isso... vocês podem entrar no face e dar uma olhadinha na minha página no endereço: http://www.facebook.com/lulunachina

Como está difícil colocar fotos aqui no blog, vou tentar postar no face.

:)



Escrito por Lúcia Anderson às 20h05
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Relatório de visitas

Saiu mais um relatório de visitas do blog. Em uma semana tivemos 2258 acessos, uma média de 320 por dia. A maior parte das visitas, claro, é do Brasil. Mas China, Portugal, Alemanha e Japão também têm muitos leitores. Agora, o que eu queria saber é quem da Noruega, Israel, Iraque, Rússia e Árabia Saudita entrou no blog.


Pesquisa do google

A lista do que as pessoas colocaram no google para chegar ao blog é grande, quase 300 pesquisas diferentes, mas selecionei algumas e coloco aqui embaixo.


* bebê mais lindo do mundo -- eu também queria ver!

* bebês chineses -- adoro!

* bebê lindos -- não seria bebês lindos?

* bebes lindo -- tá difícil acertar a concordância, hein!

* bebê mais lindo do mundo menina -- mais um

* bebes de olhos verdes -- e outro

* bebês fofos e lindos -- específico! 

* bebês fofos e lindos chineses -- mais específico ainda!

* bebês japones -- no meu blog só tem bebês chineses!


* a coisa mais linda do mundo -- eu também quero saber o que é!


* chow chow panda -- esse post rendeu visita

* cachorro de língua azul -- todo mundo quer ver o bicho

* cachorro que parece um panda -- chow chow!

* chow chow azul -- cachorro azul não! Cachorro de língua azul

* show show -- ah, não

* show show panda -- não

* chom chom cachorro com 4 mes -- tá perto!

* chau chau panda --  quase, tenta mais um pouquinho!

* chow chow com pelo encaracolado -- existe?


* como conseguir uma passagem na primeira classe sem muito dinheiro -- se você descobrir, me fala!

* como dizer hotel lotado em inglês -- que tal pesquisar em um dicionário? 

* porque chines não engorda -- boa pergunta! Também queria saber!

* simpatia para meu marido ir embora da minha vida -- como a pessoa chegou no blog Lu na China colocando isso no google??

* trem chines lotado -- acredite em mim: é horrível!


* beijar chineses -- afff

* massagem chinesa existe sacanagem -- ... quando foi que eu escrevi algo assim?

* mulheres chinesas peladas -- ...

* quantos travestis existem na China actualmente -- no meu blog não tem essas coisas, oras!

* quem tem covinha no rosto beija bem -- tenta e depois me fala!



Escrito por Lúcia Anderson às 16h38
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Quase, quase

A Cláudia perguntou por que eu disse que só falaria onde estou dia 20 de setembro. Bom, eu queria esperar até lá para estar mais adaptada, morando em um lugar fixo etc., mas...

... leitores espertinhos

Vocês estão espertinhos, hein. Muita gente acertou o lugar que eu estou, mas também teve gente que errou... Assim que eu mudar de casa eu falo, tá? Vai que dá tudo errado, eu não acho um lugar para morar e tenho que ir embora... E aí, como é que fica? Mas se tudo der certo, antes do dia 20 eu falo onde estou!

A péssima mania de fotografar comida

Herança chinesa, mas parece que se espalhou pelo mundo. Tenho certeza que foi na China que a péssima mania de fotografar comida começou. Desde que eu fui para lá pela primeira vez, há 5 anos, todo mundo já fotografava comida. Todo mundo. Depois de muitos anos indo contra... agora eu também tiro foto de pratos bonitos. Mas só quando realmente vale a pena. O negócio é que nesta cidade que eu estou, todos os pratos são lindos!!! Como eu estou com dificuldades para transferir as fotos para o computador (e também para deixá-las no tamanho adequado do blog)... eu estava fotogrando a sobremesa lindíssima que acabou de chegar aqui com o computador (!!!) Eis que no exato momento que eu estava achando o foco... o dono do estabelecimento chega. Vergoooonhaaaaaaaaaa. Pedi para ele segurar a sobremesa, né... Tentei colocar a foto aqui, mas não consegui. Afff... como eu apanho com este computador.

Lamentável

A Lucy, leitora, mandou um link com um lançamento do Mc Donalds chinês: um hamburger de duas cores, preto e branco, representando o bem e o mal. A única coisa que eu tenho a dizer é... lamentável. A China tem tanta coisa boa e tem muito chinês legal no mundo, mas eu sempre fico impressionada de ver como eles são preconceituosos. Isso tem que mudar. Eu só não sei como esse comportamento vai mudar porque o racismo é muito forte na cultura chinesa. Cada coisa que eu já ouvi..

Minha classe

Na minha sala há alunos da Coreia, Japão, Irã, Turquia, Nigéria, Iêmen, Estados Unidos, Colômbia, Suécia e mais um moço do Brasil. Bem diversificado. São 20 alunos, sendo que metade tem cerca de 20 anos e metade tem por volta de 30. Está sendo legal estudar nesse ambiente tão diversificado. No mestrado, quase todos os alunos eram asiáticos e esta nova sala está mais internacional. No mesmo grupo, há um americano que estudou a língua 3 anos (e está no mesmo nível que eu, que nunca estudei!). E dá dó da mocinha da Coreia. Agora realmente estou vendo o outro lado. A professora explica uma vez um ponto gramatical e eu entendo na hora. A coreana e a japonesa não têm noção do que está sendo falado...



Escrito por Lúcia Anderson às 14h35
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Começa a rotina em ?

Não, não. Ainda não vou falar onde estou! Tenham um pouquinho de paciência. Vou deixar a revelação para o dia 20 de setembro. Espero que até lá eu já esteja morando em um apartamentinho e um pouco mais adaptada a cidade. Enquanto isso, vou dando algumas dicas...

Apartamentos

Além da língua diferente, a parte mais difícil de mudar de país é encontrar moradia. Pode ser um quarto em casa de família, um quarto em um apartamento com outros amigos, um apartamentinho minúsculo ou uma casa confortável. Tudo depende, é claro, de quanto você pode gastar. Comecei a procurar quitinetes mobiliadas (aqui chamam de "studio", que é mais chique!) na internet e fiquei assustada com os preços. E mais assustada ainda com a comissão que as imobiliárias cobram! Ontem, a universidade onde eu estou estudando me sugeriu um apartamento.

15 metros quadrados

O apartamentinho tem 15 metros quadrados e está com um preço muito melhor do que o de outros lugares que eu vi. Só que... fica no 5o andar de um prédio. Detalhe: SEM ELEVADOR. Sim, cinco andares sem elevador. Se der certo, vai ser a minha ginástica diária. A localização é excelente: a 110 passos (sim, eu contei) do parque mais bonito da cidade. Aliás, dizem que este parque é o mais bonito do mundo...

Conta em banco

Hoje abri uma conta em um banco local, exigência da dona do apartamento. O gerente, muito simpático, me entregou umas 30 folhas de contrato. Quando eu viu o monte de papel, ele disse: "Eu sei que você não vai ler tudo isso. Mas se você tiver lareira em casa eu ouvi dizer que esse papel é excelente para queimar e faz bastante calor". ehehehe

Vira a chavinha

O povo daqui é muito simpático, ao contrário do que quase todo mundo pensa. No Brasil, em geral, a gente tem a imagem de pessoas arrogantes, mas é só falar uma palavrinha mágica que tudo muda. É só dizer: "Bom dia, senhor" ou "Bom dia, senhora" na língua local que você vai ver sorrisos e pessoas prontas a ajudar. Vai por mim.


(Ajudou alguma coisa? Quem achava Berlim continua achando Berlim? E quem disse Paris ainda acha que é essa cidade? Barcelona acho que só uma pessoa falou...)



Escrito por Lúcia Anderson às 15h58
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Meu perfil
Lúcia A., formada em Letras, especialista em Comunicação e escritora!

Foi trabalhar em Beijing, na China, e não sabe quando (e se!) volta ao Brasil. Escreve sobre suas descobertas, aventuras e outras coisinhas mais neste espaço.

e-mail: lunachina@uol.com.br

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